sábado, 14 de novembro de 2009

Amizade


Quando eu finalmente decifrei o mistério da nossa amizade, alguma janela se abriu. E sabe, não importa quantas as coisas piorem, na minha vida e na sua (a partir de então), essa janela vai estar sempre aberta, pra iluminar, pra trazer oxigênio, ou para agente pula-la ao invés de sair pela porta da frente. Sabe como se chama tudo isso? Viver. E por mais que a sua existência pareça por um instante um armário esmurrado, eu quero te dizer, que existe alguém nesta vida que que sempre vai camnhar ao seu lado. E sem querer, aquela coisa de relacionamentos, me deu você, de braços e mente aberta, e o mais importante, cheia de defeitos adoráveis. Discutir com você é saber que nenhum tipo de diferença vai fazer agente brigar, nossos xingamentos são tão doces que fica difícil alguém além de nós entender.
E por mais que o mundo se volte contra, ou nos cuspa pra fora da nossa rota normal, eu vou junto com você, de mãos dadas, e que agente possa chorar, gritar, morrer, reviver, cantar, e pensar “um dia agente vai estar rindo disso tudo”. E vamos. Vamos em primeira pessoa, eu e o amor, eu e você,
eu amo você. :D

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

All my life


'Blackbird singing in the dead of the night, take these broken wings and learn to fly. All your life, you were only waiting for this moment to arise.

Blackbird singing in the dead of the night, take these sunken eyes and learn to see. All your life, you were only waiting for this moment to be free.'

[The Beatles - Blackbird]


Sabe, eu passei muito tempo da minha vida pensando em como as coisas poderiam ser. Hoje quando eu me deito e lembro das coisas que vivi eu choro. Choro de alegria por elas terem acontecido comigo, por eu ter vivido todas essas coisas, por ter passado por frustações que me ajudaram a crescer, a entender melhor as coisas. Eu quero correr na chuva. Eu preciso correr na chuva, deixar as gotas baterem em meu rosto e escorrerem. Eu não consigo julgar, pode parecer mentira, mas não consigo. Posso dizer uma coisa aqui e outra ali, mas julgar não. A última coisa que eu julguei foi divina e depois pedi muito para que se eu estvesse errada ele me mostrasse o caminho certo e se eu estivesse certa ele me mandasse um meio d'eu provar isso, e ele mandou. Pela primeira vez em anos.

Hoje eu vejo que estava certa em vários pontos e errada em outros, mas essa é uma longa história que, talvez, um dia eu conte.

Eu já sorri, cantei, desenhei, li, chorei, sofri, me descabelei, esmurrei o travesseiro e gritei o mais alto que pude, até eu entender realmente que todas as coisas que aconteceram comigo, aconteceram por algum motivo. Nós fazemos o nosso caminho com escolhas, e, cada escolha é uma renúncia.

Como diz o trecho da música acima, eu peguei as minhas asas quebradas e aprendi a voar com elas, e eu vôo alto, acima das nuvens. Eupeguei meus olhos negros e aprendi a enxergar e, quer saber, eu não mudaria um minuto sequer de tudo que vivi.